Numa festa um pouco diferente do habitual, as crianças entraram num mundo à parte, onde os presentes eram feitos com balões, tal como as coroas e o enorme arco que nos dava as boas-vindas. Tudo era colorido e mágico e, no entanto, tudo era uma incógnita porque ninguém sabia onde aquele cenário nos haveria de levar. Os insufláveis não estavam lá, nem as pinturas faciais. Mas o que se iria ali passar? O auditório estava cheio e as crianças estavam impacientes e ansiosas por saber o que iria ali aparecer. Seria o Pai Natal? Até poderia ser, porque já era habitual ele presentear-nos com a sua presença nas nossas festas.

Passados uns minutos algo apareceu no palco, algo inquietante que deixou os mais pequenos muito entusiasmados, algo chamado duende. É verdade, um duende, chamado Pimpuleto, estava naquele palco e estava a fazer magia. As crianças não conseguiam tirar os olhos dele e gritavam em uníssono as suas palavras mágicas “Pimpuleto assado no espeto”, e algo se transformava. Aos olhos de um adulto eram as gargalhadas e os sorrisos que apareciam, aos olhos de uma criança, era uma flor que surgia, era um objeto que desaparecia ou então era algo que levitava. No entanto, mesmo com perspetivas diferentes, o pensamento era que aquele duende conseguia mesmo fazer magia.

Depois de darmos um grande adeus ao duende e após gritarmos em coro pelo Pai Natal, um barulho surgiu pelas portas traseiras. Era o Pai Natal, que mais uma vez nos veio cumprimentar e deixar muitas prendinhas no nosso belo pinheiro. Foi então que mais uma onda de entusiasmo e alegria se fez sentir.

Foi sem dúvida uma tarde muito especial repleta de grandes surpresas e de grandes emoções.